Em Uma Região Remota da Amazônia...

   O índio Ubirajara voltava a cabeça para um lado e para outro, fungando como um cão farejador.
    Néri aproximou-se, com um sorriso zombetei-ro no rosto. Era do tipo que acreditava que o emblema das Forças Especiais o capacitava a ensinar sobre navegação a Amyr Klink ou dar aulas de sobrevivência no deserto aos Tuaregs. Sua pergunta veio com um tom de provocação:
   - Alguma coisa no ar, cabo?
   Ubirajara soltou um suspiro enfastiado.
   - Morte.
 Néri engoliu em seco, mas manteve a compostura.
  - Só sinto cheiro de pólvora... e acho que de bosta, também.
  O índio encarou-o, pedras de gelo negras no lugar dos olhos.

   - Foi o que eu disse, tenente. Morte.

   Engolindo em seco, Sullivan ficou de pé. O fuzil apontado, os olhos brilhantes agitando-se no rosto pintado de preto, como dois animaizinhos azuis presos em uma poça de lama. 
   Em todos os seus anos de exército, nunca ouvira uma selva em um silêncio tão absoluto.
    - Estão tentando mexer com nossos nervos.
     - Estão conseguindo, senhor.

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